quinta-feira, 24 de junho de 2010

Não passava uma semana sem que recordasse os tempos , as idades , os sorrisos , os choros , as alegria , as tristezas , as certezas , as incertezas , a infância , a adolescência , as crianças ingénuas que fomos e os adolescentes que nos tornámos ... Era tudo tão lindo há 6 anos atrás , aquela inocência , aquela ingenuidade , aquele começar a descobrir o outro e nós ao mesmo tempo ... Tudo isso passou conhecemo-nos , tivemos dias felizes , dias tristes , mas recordo cada momento , cada discussão , cada desabafo , cada confissão , cada momento de ternura , carinho , tudo com grande saudade , mas consciente que faz parte de um passado que já foi o nosso presente em tempos , e que eu fazia questão de remexer e de trazer novamente ao de cimo , mas acabou , há momentos que percebemos que temos de largar certas coisas da nossa vida , importantes para nós , que nos ajudaram muito a ser o que somos hoje , mas as idades mudam , as pessoas também , e depois há o factor distância , falta de contacto , que por muito que não queiramos , estraga muita coisa ... Desculpa , mas faz tudo parte do passado e agora quero viver o presente com histórias novas , deixando as do passado no passado , para as recordar , talvez rir e deitar uma lágrima mas nada mais que isso .

rs

terça-feira, 1 de junho de 2010



É difícil subir o monte altíssimo. É preciso trocar tudo pelo instante mágico de chegar ao cume. Ali tudo é radicalmente verdadeiro: não é possível fingir que se vai a caminho. Deixam-se as forças na íngreme escalada, rasga-se a pele nos rochedos, abandona-se o aconchego do calor do corpo ao vento e à neve e ao gelo. Caímos e apetece-nos ficar por ali. Por vezes não sabemos se conseguimos dar mais um passo. Mas é tão belo! Só ali se respira verdadeiramente. Só ali se vêem todas as coisas com o seu verdadeiro relevo e com as suas cores verdadeiras. Só ali um homem se sente realmente rico – ele que deixou tudo lá em baixo.
(Paulo Geraldo)