Faz este ano seis anos que te conheci, éramos tão pequenos tão inocentes tão queridos tão ingénuos, mas com sentimentos já, sentimentos esses que podem parecer não perdurar mas há qualquer coisa que ainda existente. Já travámos várias lutas, várias tentativas de conquistarmo-nos, mas algo nunca nos deixou ser conquistados nem conquistar. Mas lutámos ainda durante 5 anos, ora um ora outro, foi uma guerra que não tinha fim, e acho que nunca terá, pois um grande amor, o primeiro amor não é fácil de esquecer, nem deixar para trás. Falo aqui em amor, mas nem sei se para ti foi, mas para mim posso afirmar que sim. Há um ano desisti completamente de continuar a lutar, tentei por um ponto final na situação, mas acho que apenas foi posto um ponto e vírgula, uma pausa maior, mas com a ideia inacabada. Naquela noite não sei bem porquê voltaste a mexer comigo, percebi que afinal a nossa história ainda não acabou, não sei, sinto que há pontas soltas. Senti uma vontade enorme de fazer com que nos uníssemos por aquele gesto que simboliza uma união, nem que seja só por umas horas, aquele gesto que cria arrepios, frios na barriga, nervos, tudo e mais alguma coisa e depois nos deixa felizes quando temos como finalidade esse gesto para nos percebermos para entendermos o que queremos. Esse gesto em 6 anos nunca ocorreu entre nós, nem sei porquê.
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