Deixei-te entrar, e como quem entra na casa de um estranho, foste bem educado, respeitador, atencioso.. Depois ganhaste confiança e começaste a descuidar aquilo que havias conquistado (sem saber que o havias conquistado), a ignorar, a tratar de forma indiferente, até quase desapareceres, não desapareceste porque te despediste, foi um até logo.. Depois voltaste e com ideias diferentes, uma atitude diferente, uma atitude convincente, e novamente te deixei entrar.. Entraste, arriscámos e depois puff nem sinais de vida de ti, desapareceste novamente, mas desta vez sem despedida.. Se tivesse havido uma, por mais falsa que fosse era uma despedida, tornava tudo diferente..Eu não queria sentir esta falta, este vazio dentro de mim, este querer novamente, esta ansiedade, mas não consigo controlar... Abri-te as minhas portas e tu remexeste em tudo o que pudeste, levaste o que quiseste e depois abandonaste.. Se não abandonaste, parece e peço desculpa se não é verdade o que escrevo, mas tu não te justificas, eu também não peço, mas podias dizer o porquê. Mas não, continuar vivendo como se nada fosse é que é bom e positivo..
Forças vou buscá-las onde sei que estarão lá sempre para me receberem, directa ou indirectamente eles dão-me as forças que preciso..
Assim, a porta fechou-se, se quiseres voltar a entrar terás que trepar a parede para isso, pois o único meio de entrada agora é por uma clarabóia que existe no topo, e terás de ultrapassar obstáculos que tu mesmo os criaste.
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